Especialista em Psicologia alerta para os riscos do verão na saúde emocional dos jovens devido à maior exposição do corpo e à intensificação da vida social, bem como do uso das redes sociais, que tendem a aumentar a comparação e a pressão social.
Mais de um em cada 10 adolescentes (11%) revela uma utilização problemática das redes sociais e 36% dos jovens afirmam estar em contacto permanente com amigos através das plataformas digitais, segundo dados da Organização Mundial da Saúde para a Europa.
A Dra. Marta Teixeira, psicóloga do Grupo TrueClinic, identifica cinco sinais de alerta e recomenda como devem agir famílias e educadores:
- Quando procuram evitar situações por desconforto com o corpo
Recusar ir à praia ou usar determinadas roupas pode revelar insegurança com a aparência. É importante evitar comentários sobre o corpo, não forçar a exposição, mas procurar conversar com o jovem para o ajudar a encontrar estratégias adequadas.
- Comparar constantemente a própria vida com a dos outros
A perceção de que os amigos têm férias melhores pode gerar sentimentos de inadequação. Deve recordar-se que as redes sociais mostram apenas uma versão selecionada e editada da realidade.
- Depender da aprovação do grupo
A necessidade constante de reações ou validação externa pode indicar baixa autoestima. A atenção deve ser centrada na satisfação das experiências vividas e não na reação que gera online.
- Sentir ansiedade perante planos sociais
Muitos convites podem gerar desconforto, pelo medo de exclusão ou de não corresponder às expectativas. O jovem deve sentir que pode recusar um plano ou falar sobre o seu desconforto.
- Conseguir descansar sem culpa
Sentir que todos os dias devem ser preenchidos com atividades e experiências memoráveis pode impedir o descanso. Devem ser normalizados os dias sem planos e momentos sem o digital.
“Um momento de insegurança ou a recusa pontual de um plano não constituem, por si só, um sinal de alarme. A atenção deve aumentar quando estes comportamentos se tornam frequentes, provocam sofrimento ou limitam as escolhas e o quotidiano do jovem. O mais importante é que o jovem consiga conversar sem se sentir julgado e procurar apoio profissional quando o mal-estar persiste”, afirma a Dra. Marta Teixeira














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