Comer fora de casa …sem que a silhueta se ressinta

0

As pessoas que se veem obrigadas a comer todos os dias fora de casa podem pensar que tal facto as impossibilita de manter o peso ou até emagrecer. Mas não é assim: sabendo escolher os alimentos, com um pouco de autocontrolo, é possível seguir uma dieta “de restaurante”, sem que a silhueta se ressinta.

 

Muitas das pessoas com problemas de excesso de peso ou com dificuldade para emagrecer imputavam isso, quase exclusivamente, ao facto de não poderem seguir um plano dietético restrito, por terem de comer fora de casa, todos os dias. Como desculpa, não está mal, mas é mentira!

NEM TUDO É VÁLIDO PARA TODOS

Uma grande percentagem da população efetua, por diversos motivos, uma das duas refeições principais – e, por vezes, ambas – fora do seu domicílio. No entanto, muitos deles não têm qualquer problema para manter o peso ideal. A que se deve tal fenómeno?

A primeira razão que nos ocorre é que alguns “têm sorte” e “queimam tudo”. Mas será, realmente, assim? Pode ser que, efetivamente, algumas pessoas utilizem uma boa dose de calorias basais, mas isto, por si só, não explica como conseguem comer de tudo e não engordar. Certamente, essas pessoas fazem mais exercício ou pode acontecer que, ao longo do dia, o seu consumo energético total seja sensivelmente igual à sua ingestão calórica.

Mas, na Medicina, como na própria vida, nem tudo é válido para todos. Um dogma médico é que não há doenças, mas sim doentes. O problema ou a “sorte” do vizinho raramente é transferível para nós próprios. Por conseguinte, devemos procurar, com afinco, onde está a nossa própria “sorte”.

FÁCIL E CÓMODO

Na realidade, comer fora de casa é uma das maneiras mais fáceis – e cómodas – de seguir um plano dietético racionalmente estabelecido. No entanto, se segue uma dessas dietas “milagrosas”, absurdas e sem sentido, que ficam na moda com certa frequência, a tarefa resultará quase impossível.

A única coisa necessária é um certo conhecimento dos alimentos e saber escolher o que melhor se nos adequa, que nem sempre é o que mais gostamos. Porque o que gostamos mais já o comemos demasiadas vezes, daí o nosso problema de peso.

MENU DO DIA

Vejamos o exemplo de um menu de restaurante, implantado numa zona de escritórios de uma grande cidade, o que significa uma grande afluência à hora de almoço, durante toda a semana. Entre os diversos pratos, salta à vista o arroz à valenciana, bacalhau com natas, bife do lombo com ovo, salsichas frescas com batatas fritas, linguado grelhado, salada mista com atum, corvina cozida com hortaliça, entre outros. Não faltam, certamente, o pão, o vinho ou a cerveja, a sobremesa e o café. Para um “bom garfo”, o que mais apetece deste menu é o arroz à valenciana, o bacalhau com natas ou o bife do lombo; no entanto, o mais indicado para uma dieta equilibrada seria o linguado grelhado, a corvina cozida ou a salada mista.

Se comêssemos o que mais gostamos, além de consumirmos uma boa quantidade de calorias, ingeríamos um excesso de colesterol, uma dose exagerada de proteínas, uma quantidade nada saudável de gorduras e um excesso de hidratos de carbono.

Há que acrescentar, além disso, que a maioria das iguarias mais apetecíveis não forneceriam quaisquer fibras.

COMER DE TUDO

Pelo contrário, ao optarmos pela salada ou pelo peixe, poderíamos ingerir exatamente aquilo de que necessitamos, baixando notavelmente o fornecimento calórico e a ingestão de colesterol, tomando a fibra e as vitaminas fundamentais ao organismo, bem como as proteínas e as gorduras poli-insaturadas numa proporção adequada. O peixe constitui, ainda, uma preciosa fonte de ácidos ómega-3, algo que as artérias coronárias agradecem. E como uma refeição deste tipo seria pobre em hidratos de carbono, poderíamos comer, sem receio, algum pão.

Seguramente, qualquer pessoa que nos visse, pensaria que pertencíamos ao grupo dos que “têm sorte” e pensá-lo-ia, única e exclusivamente, porque nos veria comer pão, sem dar, muito provavelmente, importância ao resto do “sacrifício”. Sacrifício? Nem tanto…

Leia o artigo completo na edição de outubro 2017 (nº 276)

 

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA