Os tratamentos não invasivos ou minimamente invasivos que estimulam a síntese natural de colagénio consolidaram-se como a grande prioridade na medicina estética atual. Porém, muitas pessoas têm dúvidas quanto ao tratamento refirmante a escolher.
Nos anos recentes, os cuidados com a firmeza facial e corporal têm vivido momentos de grande transformação. A procura por procedimentos não invasivos ou minimamente invasivos que estimulem a produção de colagénio tem crescido exponencialmente nas consultas de Estética. Este fenómeno reflete uma clara mudança de mentalidade: a firmeza já não é entendida como uma correção pontual ou drástica, mas sim como um cuidado contínuo.
No entanto, no momento de abordar o tratamento, a dúvida sobre se é melhor optar pelos ultrassons ou pela radiofrequência continua a ser uma das perguntas mais frequentes nas clínicas.
Segundo especialistas em medicina estética, não existe um debate de exclusão entre ambas as tecnologias: existe uma tecnologia adequada para cada pele, em cada momento específico. Por outro lado, muitas vezes, a resposta não é escolher entre “uma ou outra”, mas sim conceber uma combinação inteligente de ambas. Antes de decidir qual o tratamento a utilizar, o especialista avalia o grau de flacidez, a anatomia da zona a tratar e as expetativas reais do paciente.

PROTOCOLOS COMBINADOS
Para alcançar uma harmonia global no rosto, são recomendados, por vezes, protocolos combinados, adaptando cada plataforma médica de acordo com a indicação anatómica e as necessidades específicas do paciente.
Por um lado, os ultrassons microfocados de alta intensidade (HIFU) aplicam energia em pontos muito precisos a um nível profundo, atingindo a derme profunda, a mesma sobre a qual se atua num lifting cirúrgico. Esta tecnologia é ideal para definir o terço inferior do rosto, a linha mandibular, a zona submentoniana ou papada e o pescoço. Os seus efeitos são progressivos, tornando-se visíveis a partir das 6 a 8 semanas, à medida que o colagénio se reorganiza, e prolongando-se entre 12 e 18 meses.
Por sua vez, para tratar a qualidade da pele, a textura, o melasma ou as lesões vasculares, destaca-se a radiofrequência com microagulhas, um tratamento minimamente invasivo que combina ondas pulsadas e contínuas com microagulhas não isoladas. Esta tecnologia permite concentrar o calor de forma muito precisa na derme, sem afetar a epiderme, tornando-se uma excelente opção para peles finas, reativas ou com tendência a rubor e rosácea. Além disso, permite tratar outras alterações, como a flacidez, a pigmentação ou as cicatrizes.
Em resumo: os ultrassons centram-se mais no suporte estrutural e a radiofrequência na qualidade e densidade da pele. Na consulta, são tratamentos claramente complementares que se potenciam mutuamente no âmbito de um plano personalizado.
A evolução técnica dos equipamentos de ponta, que incorporam sistemas de controlo de temperatura em tempo real e a possibilidade de trabalhar a diferentes profundidades numa mesma sessão, tornou os tratamentos cada vez mais precisos, seguros e confortáveis para o paciente.
EVITAR O ERRO DO “RESULTADO IMEDIATO”
Um dos principais desafios da medicina estética atual é gerir as expetativas dos pacientes e desmistificar falsos mitos, como a crença de que existe uma “tecnologia milagrosa” capaz de substituir a cirurgia em casos de flacidez cutânea muito avançada. O colagénio não se forma da noite para o dia e estas tecnologias atuam de acordo com o ritmo biológico de cada organismo e exigem perseverança, alertam os especialistas.
A medicina estética trabalha em harmonia com o processo natural da pele para oferecer resultados progressivos e naturais. Para os especialistas, o que realmente funciona é manter uma conversa sincera com o paciente, realizar um diagnóstico individualizado e elaborar um plano de cuidados que respeite a biologia de cada pessoa.
Fonte: MDT Health














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