Numa era em que a informação sobre medicina estética circula cada vez mais nas redes sociais e plataformas digitais, distinguir factos de mitos torna-se essencial para promover decisões informadas.

A medicina estética tem registado uma procura crescente nos últimos anos, acompanhando uma maior preocupação com o bem-estar, a prevenção e os cuidados com a pele. De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), em 2024 foram realizados cerca de 38 milhões de procedimentos estéticos, um aumento de 42,5% face a 2020. Apesar desta evolução, continuam a persistir vários mitos e ideias erradas sobre a medicina estética, que contribuem para alguma desinformação junto do público.

INFORMAÇÃO POUCO RIGOROSA

Muitos destes mitos resultam de uma imagem desatualizada da medicina estética e da informação pouco rigorosa que continua a circular, sobretudo nas redes sociais.

Hoje, a medicina estética privilegia abordagens personalizadas e resultados naturais. Antes de qualquer tratamento existe sempre uma avaliação médica, que permite perceber as necessidades, as expectativas e aquilo que efetivamente faz sentido para cada pessoa.

Eis alguns dos principais mitos que ainda persistem:

Mito – Os tratamentos deixam sempre um aspeto artificial

A evolução das técnicas, dos produtos e da formação médica permitiu que os tratamentos estéticos passassem a privilegiar resultados discretos e naturais. Atualmente, o objetivo é preservar a identidade de cada paciente e não alterar os seus traços.

Mito – A medicina estética é apenas para pessoas mais velhas

Embora muitos tratamentos sejam procurados para corrigir sinais de envelhecimento, existe uma componente preventiva cada vez mais relevante. A abordagem depende das necessidades individuais e não apenas da idade.

Mito – Todos os pacientes precisam dos mesmos tratamentos

Não existem protocolos universais em medicina estética. A escolha de um tratamento resulta sempre de uma avaliação médica personalizada, que considera fatores como a anatomia, a qualidade da pele, os objetivos e o historial clínico de cada paciente.

Mito – A toxina botulínica e o ácido hialurónico fazem exatamente a mesma coisa

São tratamentos diferentes, com mecanismos de ação e indicações distintos. Enquanto a toxina botulínica atua sobre a contração muscular, o ácido hialurónico é utilizado para hidratação, reposição de volume ou melhoria de determinados contornos faciais.

Mito – A medicina estética é apenas uma questão de vaidade

Cada vez mais pessoas recorrem à medicina estética como parte de uma abordagem mais ampla de bem-estar, prevenção e qualidade de vida, procurando sentir-se confortáveis com a sua imagem e acompanhar o processo natural de envelhecimento.

PROMOVER DECISÕES INFORMADAS

Num contexto em que a informação sobre medicina estética circula cada vez mais nas redes sociais e plataformas digitais, distinguir factos de mitos torna-se essencial para promover decisões informadas. O acesso a informação rigorosa e o acompanhamento por profissionais qualificados continuam a ser fatores determinantes para garantir que qualquer tratamento é realizado de forma segura, adequada às necessidades de cada pessoa e com expectativas realistas.

Fonte: NewAge Clinic