Cancro do pâncreas: é necessário fomentar o conhecimento

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FOI RECENTEMENTE APRESENTADO O PRIMEIRO MANUAL INFORMATIVO DESTINADO AOS DOENTES COM CANCRO DO PÂNCREAS E SEUS FAMILIARES, NO ÂMBITO DO 1º CONGRESSO DA EUROPACOLON PORTUGAL SOBRE ONCOLOGIA DIGESTIVA. ESTE MANUAL TEM COMO OBJETIVO SER UM MEIO SIMPLES DE APOIO À INFORMAÇÃO SOBRE AQUELE QUE É UM DOS CANCROS MAIS LETAIS DO TUBO DIGESTIVO E UM DOS MENOS CONHECIDOS.

carlossottomayorArtigo da responsabilidade do Dr. Carlos Sottomayor, Diretor da Unidade de Oncologia do Hospital Pedro Hispano

O pâncreas é o órgão responsável pela secreção do suco pancreático, que contém enzimas digestivas e endócrinas, produzindo hormonas importantes, como insulina, glicagina e somatostatina, as quais entram na corrente sanguínea e ajudam o organismo a utilizar ou a armazenar a energia obtida a partir dos alimentos.

Este órgão e as suas funções são, muitas vezes, desconhecidas da população. Assim, quando surge algum problema, como pode ser o caso do cancro do pâncreas, são muitas as dúvidas que surgem junto do especialista.

DOS MAIS LETAIS

O cancro do pâncreas é um dos mais letais tipos de cancro, constituindo a quinta causa mais comum de morte por cancro no mundo e a quarta na União Europeia. O cancro do pâncreas ocorre quando se formam células malignas neste órgão. A doença progride rapidamente, mas é, quase sempre, assintomática nos estádios iniciais, pelo que torna o seu diagnóstico precoce bastante mais complicado.

No pâncreas, podem desenvolver-se tumores em diferentes localizações. Em cerca de 70% dos casos, o tumor surge na cabeça do pâncreas, enquanto cerca de 20% aparecem no corpo do órgão e apenas 10% se desenvolvem na cauda.

O risco de cancro do pâncreas aumenta com o envelhecimento. Este afeta maioritariamente pessoas acima dos 55 anos, sendo a idade média ao diagnóstico de 72 anos. Desta forma, numa população cada vez mais envelhecida, a incidência deste tipo de carcinoma torna cada vez mais relevante a informação da população, bem como a importância da atuação dos especialistas sobre os seus sintomas e sinais de alerta.

Hoje em dia, é muito importante falarmos sobre o conceito da literacia da população, tema que se torna especialmente relevante na área da saúde. Uma maior consciencialização das pessoas leva a uma maior corresponsabilidade por parte do doente, relativamente à sua saúde e a uma maior perceção dos sintomas, das perguntas que deverá fazer ao profissional de saúde que o acompanha, bem como sobre as opções que tem disponível para tratamento e para o apoio necessário.

Leia o artigo completo na edição de setembro 2016 (nº 264)

 

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