Terapia da fala e doença de Parkinson: para melhorar a comunicação e a deglutição

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AS ALTERAÇÕES DE COMUNICAÇÃO ORAL NA DOENÇA DE PARKINSON TÊM UMA PREVALÊNCIA MUITO ELEVADA, ASSIM COMO A DEGLUTIÇÃO. O TERAPEUTA DA FALA É O PROFISSIONAL RESPONSÁVEL PELA PREVENÇÃO, AVALIAÇÃO, INTERVENÇÃO E INVESTIGAÇÃO DESTAS ALTERAÇÕES.

 

 

 

Artigo da responsabilidade do Dr. David Nascimento, Terapeuta da Fala na Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (Delegação de Lisboa); Doutorando em Neurociências; Certificado pelo LSVT LOUD e SPEAK OUT!

 

 

As alterações de comunicação oral na doença de Parkinson têm uma prevalência de 89%. Podem caracterizar-se por alterações ao nível da voz, fala e linguagem. A deglutição, que se refere ao ato de engolir, também pode estar alterada na doença de Parkinson, sendo que a sua prevalência varia entre 11 a 87 por cento.

O terapeuta da fala é o profissional responsável pela prevenção, avaliação, intervenção e investigação das alterações da comunicação e da deglutição.

COMO SE CARACTERIZAM AS ALTERAÇÕES DA COMUNICAÇÃO?

As principais alterações da comunicação na doença de Parkinson caracterizam-se por uma diminuição ao nível do volume da voz, entoação, articulação verbal, velocidade de fala e dificuldades na evocação das palavras.

Para além disso, na doença de Parkinson observa-se um défice de perceção sensorial. Assim, o doente pode estar a falar baixo e ter a perceção de que está a falar alto. Quando lhe é pedido para falar com uma intensidade adequada, o doente pode ter a sensação de que está a gritar ou a falar muito alto.

A diminuição da mímica facial é outro aspeto que pode dificultar o processo de comunicação. A mímica facial refere-se à mobilidade dos músculos da face para transmitir ideias e emoções, entre outros. Desta forma, o parceiro comunicativo pode ter dificuldades em interpretar as expressões faciais de um doente com Parkinson.

As alterações de comunicação oral são insidiosas. De facto, a evolução é lenta e o valor atribuído aos sinais de alerta é reduzido, tendo em conta que são geralmente pouco marcados em fases iniciais da doença. Na maioria dos casos, são valorizados quando existem alterações mais severas.

QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS DAS ALTERAÇÕES DE COMUNICAÇÃO?

Ao longo do tempo, as alterações de comunicação oral podem afetar de forma significativa a qualidade de vida do doente. Podem conduzir ao isolamento social, diminuir a autoestima e levar à perda de interesse em comunicar. Para os que se encontram profissionalmente ativos, estas alterações podem interferir no seu desempenho profissional.

Leia o artigo completo na edição de janeiro 2020 (nº 301)

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