O Lagree é uma alternativa ao Pilates, para quem procura mais intensidade, mais eficácia e resultados de força mais visíveis.
Artigo da responsabilidade de Tiago Pinto. Diretor Técnico do Forma Fitness Studio, com Mestrado em Exercício em Contexto Clínico
O método Lagree representa um treino de alta intensidade e baixo impacto, baseado em movimentos lentos e altamente controlados, que desafiam o corpo através da resistência e do tempo sobre tensão. Ao contrário de treinos que recorrem a saltos ou movimentos explosivos, o Lagree cria intensidade através da precisão, com foco em fortalecer e tonificar os músculos, mantendo uma ativação constante do core e criando um desafio cardiovascular. Em outras palavras, é completo, seguro e adaptável aos vários níveis de aptidão física.
MELHORES RESULTADOS EM MENOR TEMPO
Existe quem diga, ainda que de forma errada, que o Lagree é “Pilates em esteroides”. Esta definição surgiu quando Sebastian Lagree, fundador e criador do método, em 1998, procurou suprimir as falhas do Pilates no que diz respeito ao treino de força e cardiovascular. Quando reuniu o conhecimento em que o Pilates se baseia e aplicou os princípios da musculação, conseguiu criar um método inovador capaz de entregar aos seus alunos melhores resultados em menor tempo. Demonstra-se como uma alternativa saudável ao Crossfit ou outras modalidades de alta intensidade e alto impacto, que se revelam danosas para a nossa coluna e articulações.
Criado para ser lecionado em contexto de aula de grupo, o Lagree tornou-se popular entre celebridades e atletas, tendo-se expandido para fora dos Estados Unidos da América, crescendo em popularidade na Europa, em países como França e Alemanha.
ORGANIZAÇÃO DA AULA
A aula tem, em média, 45 minutos de duração e é dividida em vários blocos, trabalhando o core, membros inferiores, oblíquos e membros superiores.
O foco é trabalhar o corpo como um todo, através de transições rápidas, zero pausas e movimentos lentos, onde objetivo é preservar a tensão muscular. Desta forma, somos capazes de gerar aumentos na força, resistência e tónus muscular, melhorias da eficiência do sistema cardiovascular, na densidade óssea e ajudar nas mais diversas patologias.
Quem está habituado ao Pilates pode estranhar, mas no Lagree não existe um aquecimento formal ou alongamentos incorporados na aula. Os primeiros minutos funcionam como um aquecimento funcional, no qual, através de um ritmo lento e controlado, os músculos movem-se ao longo de toda a sua amplitude, melhorando a mobilidade e flexibilidade, e aumentando progressivamente a temperatura corporal. Assim, o corpo está a ser preparado, de forma precisa, para o trabalho a ser realizado.
Com o decorrer dos anos, o Lagree foi objeto de vários estudos científicos que vieram demonstrá-lo como um dos métodos de maior dispêndio calórico: 500 kcal em 45 minutos de aula e aumento do metabolismo nas horas seguintes.
O elemento musical também é de grande importância no Lagree: música escolhida em função da aula, com o intuito de motivar e encher a sala de energia positiva e boa disposição.

MEGAFORMER
Com 184 patentes, a Lagree Fitness é composta por uma linha de equipamentos em constante evolução, destinados a uso comercial e/ou pessoal. Tudo acontece nas máquinas desenvolvidas exclusivamente para a prática, batizadas de MegaFormer, o equipamento central do método. Estas foram projetadas com base científica para um propósito específico: procurar retirar o máximo de cada pessoa através de um conjunto de molas que oferecem resistência ou auxílio no movimento. O equipamento lembra o Reformer Pilates, mas com um formato mais aerodinâmico e com maior número de funcionalidades.
Cada momento no Megaformer é dedicado ao princípio da tensão contínua, a base para ganhar força, resistência e definição muscular. Nada na aula desvia desse foco e nada interrompe a fluidez do trabalho. É precisamente por isso que o Lagree se tornou uma alternativa tão inteligente ao Pilates para quem procura mais intensidade, mais eficácia e resultados de força mais visíveis.
Leia o artigo completo na edição de janeiro 2026 (nº 367)














You must be logged in to post a comment.