Dor no ombro: descubra como o exercício físico o pode ajudar!

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Costuma ter dor no ombro? Então, venha descobrir alguns exercícios que pode fazer em casa ou no seu ginásio, que o vão ajudar na redução da sua dor e no readquirir da funcionalidade articular.

 

Artigo da responsabilidade da Profª Rita Franco,

Licenciada em Ciências do Desporto e Educação Física pela Faculdade de Coimbra e em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde de Aveiro. Exerce funções no Holmes Place Arrábida como fisioterapeuta, personal trainer, instrutora de Pilates e Body Balance. Trabalha também como formadora na Holmes Place Training Academy, no âmbito do Pilates, Personal Training Foundation Course, Plataformas Vibratórias e Ginástica Abdominal Hipopressiva.

 

A articulação do ombro, como todas as dos membros superiores, é uma articulação de função e não de carga, ao contrário das articulações dos membros inferiores. Para isso, os músculos e tendões presentes no ombro desempenham um papel importantíssimo para o bom funcionamento destas articulações. Contudo, a dor no ombro é considerada uma alteração clínica frequente nos dias de hoje, quer devido a desgaste articular por atividades laborais repetitivas, quer por gestos desportivos que utilizam a articulação em excesso.

O exercício físico adaptado a este tipo de condição é considerado uma das melhores formas de tratamento. Venha descobrir alguns exercícios que pode fazer em casa ou no seu ginásio, que o vão ajudar na redução da sua dor e no readquirir da funcionalidade articular.

ARTICULAÇÃO COMPLEXA

O ombro é uma das articulações mais complexas do corpo humano e tem como função conetar a cintura escapular ao membro superior. O complexo do ombro é formado por quatro articulações (glenoumeral, acromioclavicular, esternoclavicular e a escápulotorácica), cinco conjuntos de ossos e por uma vasta rede ligamentar e muscular. O ombro apresenta uma grande amplitude de movimento articular, a qual permite que coloquemos a mão em qualquer lugar do espaço.

PRINCIPAIS LESÕES DO OMBRO

A dor no ombro pode ser originada por causas traumáticas e não traumáticas. Entre as causas não traumáticas, a bursite e a tendinite são as mais frequentes. No entanto, podemos identificar diversas patologias capazes de provocar dor no ombro. A síndrome do ombro doloroso é considerada uma entidade clínica abrangente, pois engloba uma série de patologias/doenças de etiologia diferente.

TENDINITE NA COIFA DOS ROTADORES – Esta inflamação dos tendões é considerada a causa mais comum de dor no ombro. Pode estar associada ou não a uma bursite. Caracterizada por dor na parte frontal do ombro aquando de movimentos realizados acima da linha da cabeça. A dor pode ocorrer por: desgaste natural devido ao envelhecimento; atividade desportiva (principalmente aquela que envolve movimentos de lançamento); atividades laborais em que é necessário elevar o ombro ou trauma direto.

ARTRITE   Estreitamento gradual das articulações e perda de cartilagem de proteção, em geral relacionado com o envelhecimento ou desgaste da articulação. Embora seja mais comum em idosos, também pode afetar adultos jovens, especialmente atletas que utilizam em excesso a articulação do ombro. Além da dor, a artrite é caracterizada por um inchaço da articulação e por dificuldade em movimentar o braço.

BURSITE – Inflamação da bursa, uma estrutura que se assemelha a uma almofada que protege os tendões e os músculos dos ossos do ombro durante o movimento. Esta inflamação é mais comum em pessoas que fazem atividades repetitivas com o braço (pintar, limpar, nadar). Caracteriza-se por dor aguda na parte superior ou frontal do ombro, que piora com o movimento de pentear ou vestir.

FRATURA – Embora quase sempre sejam fáceis de identificar, as fraturas também podem provocar poucos sintomas além da dor no ombro, especialmente quando não ocorreram completamente ou são muito pequenas. O mais comum é o surgimento de fraturas na clavícula ou no úmero, devido a quedas ou acidentes.

CAPSULITE ADESIVA OU SÍNDROME DO OMBRO CONGELADO – Lesão inflamatória de origem desconhecida, que provoca muita dor quando está em fase aguda. Depois, ocorre uma retração da cápsula do ombro, o que provoca diminuição do movimento articular. A lesão é comum em mulheres com mais de 40 anos que tiveram o braço imobilizado por mais de dois meses.

LUXAÇÃO – Quando o osso do braço (úmero) se desencaixa da articulação, geralmente após trauma/queda.

Leia o artigo completo na edição de março 2018 (nº 281)

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