Treinar a motricidade combate o envelhecimento

0

Todas as partes do corpo são destinadas a uma função específica. Se usadas com moderação, fazendo regularmente os movimentos para que foram concebidas, tornam-se por esse meio saudáveis, bem desenvolvidas e envelhecem lentamente. Mas se ficarem imóveis e ociosas, tornar-se-ão propícias à doença, crescerão de forma deficiente e envelhecerão de forma precoce.

Artigo da responsabilidade de Jean Jarrier Medeiros Souto, Fisioterapeuta Holmes Place Quinta da Beloura

 

Há uma tendência global de menor fecundidade, o mundo está a envelhecer rapidamente. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), no mundo atual, somente em África há um crescimento populacional com média acima de 3 filhos por mulher (4,64). Na Europa, por outro lado, a taxa de natalidade é de 1,53 a 2,03. De acordo com o Fundo de População das Nações (UNFPA/ONU), a tendência de crescimento na população com mais de 60 anos é triplicar nos próximos 40 anos.

Portugal está inserido neste cenário, com a estrutura etária da população em 2011, aumentando os desequilíbrios já evidenciados na década passada. Na última década, Portugal perdeu população em todos os grupos etários quinquenais entre os 0-29 anos. O escalão etário dos 30 aos 69 anos representava 51% da população residente em 2001 e passou a representar 54% em 2011.

DECLÍNIO FÍSICO E SENSORIAL

O declínio relacionado com o aumento da idade afeta as capacidades físicas e sensoriais. Estas mudanças são normais, heterogéneas, sem padrão definido e não são uniformes. Dependem de vários fatores, como: estilo de vida, condição física, componente genética e outros fatores que influenciam o processo de envelhecimento.

A falta de treino e de atividade aeróbica regular pode modificar significativamente o funcionamento ao nível fisiológico.

Os sinais neurológicos mais evidentes, relacionados com as capacidades motoras no envelhecimento prendem-se com a diminuição da velocidade e quantidade de atividade motora, a diminuição do tempo de reação da coordenação fina, da agilidade e força muscular. A perda muscular faz-se sentir de forma mais acentuada nos membros inferiores e músculos proximais, do que nos membros superiores e músculos distais.

Quando relacionadas as capacidades biológicas com as competências motoras, observa-se que o seu declínio se caracteriza pela diminuição da função cardiorrespiratória, da força muscular e coordenação, do equilíbrio e da flexibilidade. Todas estas capacidades são influenciadas por um funcionamento, cada vez mais debilitado, do sistema neurológico.

Como consequência do envelhecimento da população, aumenta o número de pessoas com doenças crónicas incapacitantes, associadas ao processo de envelhecimento. O envelhecimento funcional é uma característica que se faz notar antes do processo de envelhecimento cronológico.

Leia o artigo completo na edição de junho 2016 (nº 262)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA