Ossos, dentes e coração têm um excelente aliado nos rios e mares: o peixe. Para não desperdiçar nenhuma das suas propriedades, convém saber como prepará-lo na cozinha.

Um dos poucos alimentos que combina os três nutrientes mais necessários para os ossos e dentes – cálcio, fósforo e vitamina D – é o peixe. O cálcio não consegue ser assimilado se não estiver na presença da vitamina D; e o fósforo não pode cumprir as suas funções se não estiver associado ao cálcio. Por uma maravilhosa coincidência da Natureza, o peixe associa estes três elementos.

O seu consumo proporciona muitas vantagens para o organismo humano: permite ingerir uma boa dose de ácidos gordos polinsaturados (ómega-3), com uma mínima quantidade de calorias e colesterol. Comprovou-se que estes ácidos ajudam a reduzir o colesterol, normalizam a pressão sanguínea, previnem a formação de coágulos no sangue e, portanto, diminuem o risco de se sofrer um ataque cardíaco.

PARA REALÇAR O SABOR

Porém, todos os benefícios do peixe desaparecem se, ao cozinhá-lo, lhe acrescentamos gorduras adicionais, como maionese, óleo frito ou molhos. Felizmente, as fórmulas culinárias para obter o melhor sabor são quase sempre compatíveis com a conservação das propriedades. Se o peixe for preparado no forno ou na grelha, necessita de muito pouco tempo de cozedura; caso contrário, destroem-se os nutrientes.

No entanto, no nosso país, persistem algumas receitas pouco compatíveis com a saúde, como as de peixe frito. Estas especialidades retiram o sabor e as propriedades ao alimento. O melhor é tentar neutralizar o efeito negativo do óleo frito, acompanhando o peixe de verduras cruas ou cozidas.

Quase todas as espécies de pescado têm idênticas qualidades nutritivas, mas existem muitas variantes de sabor. É importante escolher a forma adequada de cozinhar cada espécie, para conservar as respectivas propriedades e realçar o seu gosto.

Leia o artigo completo na edição de fevereiro 2026 (nº 368)