Dietas e mais dietas

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Existem mil e uma dietas, desde as compostas por um só alimento, às combinações mais ou menos insólitas, completamente desfasadas da realidade das pessoas a que se destinam. Conheça algumas das chamadas dietas milagrosas.

 

Claro que existem  programas de emagrecimento equilibrados, mas a maioria apenas leva a resultados rápidos e pouco duradouros, sem qualquer intenção de modificar hábitos alimentares, que se traduzem, essencialmente, em perdas maciças de massa muscular e água, hipotecando a silhueta e futuras perdas de peso.

Algumas das chamadas dietas milagrosas provocam desequilíbrios e carências nutricionais graves para a saúde, particularmente em grupos vulneráveis, como os adolescentes. Além disso, a maioria dos programas de emagrecimento encoraja expetativas irreais, com inevitáveis sentimentos de culpa, fracasso e perda da já baixa autoestima de quem se sente gordo.

Mais perigosas do que milagrosas

As dietas mais divulgadas parecem ser as que excluem a participação dos farináceos,  dietas perigosas que sobrecarregam órgãos essenciais, como o fígado e os rins. Ao provocarem a redução dos níveis de glicose, obrigam o organismo a recorrer à neoglicogenese, isto é, a “fabricar” açúcar a partir das proteínas e dos lípidos.

Os homens, em particular, são grandes apreciadores destas dietas, devorando quantidades excessivas de carne, queijos e outros alimentos protéicos, que provocam uma situação de cetose na ausência de um fornecimento mínimo de hidratos de carbono ou glícidos e consequente anorexia (falta de apetite). A halitose (mau hálito) é um sinal típico desta situação, que os próprios seguidores da dieta identificam facilmente.

Outra das consequências, ainda que não tão fácil de detectar, é o aumento do colesterol sanguíneo e da tensão arterial, conduzindo a um maior risco cardiovascular e de alguns tipos de cancro.

Estas dietas contrariam as recomendações de vários organismos nacionais e internacionais, que estipulam que  50% da energia fornecida pela alimentação diária deve ser proveniente dos hidratos de carbono – cereais, massa, pão, frutos e vegetais. Além disso, as evidências de estudos transculturais mostram uma menor prevalência de obesidade e de doenças correlacionadas nos países onde a alimentação se baseia em alimentos ricos em hidratos de carbono de absorção lenta – cereais completos, arroz integral, vegetais, leguminosas.

Leia o artigo completo na edição de abril 2016 (nº 260)

 

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