Consultório de Psicologia

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Toddler and Teddy

As respostas às suas dúvidas esclarecidas pela Dra. Cláudia Madeira Pereira, psicóloga clínica e psicoterapeuta; www.claudiamadeirapereira.com

 

A Dra. Cláudia Madeira Pereira é Doutorada em Psicologia Clínica e Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde. Presta consultas de Psicologia e Psicoterapia a crianças, adolescentes e adultos.

 

O Consultório de Psicologia consiste num espaço que a revista Saúde e Bem-Estar reserva para o esclarecimento das suas dúvidas e/ou questões, pela Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta Dra. Cláudia Madeira Pereira. Tome nota de que este espaço não pode, nem pretende, substituir a psicoterapia feita pessoalmente em contexto de consulta, tendo apenas como objetivo fornecer uma orientação psicológica através da resposta a perguntas ou dúvidas do leitor. Nos casos em que as questões remetam para a necessidade de um diagnóstico, avaliação psicológica ou intervenção psicoterapêutica, será comunicada essa necessidade ao leitor. Todos os dados pessoais serão mantidos confidenciais.

 

Amigos imaginários

“O meu filho tem amigos imaginários, fala muito sozinho e comporta-se como se estivesse a interagir com outras crianças ou pessoas. É normal?”

Cara leitora, não existe qualquer problema com o seu filho. Grande parte das crianças com idades entre os 3 e os 8 anos tem amigos imaginários. Trata-se de um fenómeno normal que faz parte do desenvolvimento infantil e promove o bem-estar das crianças.

 

Obsessão com as verificações

“Quando era pequeno apanhei um valente susto com um incêndio em casa. Desde que passei a viver sozinho comecei a ter muita necessidade de verificar o gás, as fichas elétricas, as tomadas, e tudo quanto possa causar um incêndio ou curto-circuito… Mas isto está cada vez pior, parece que estou a ficar paranóico. Não sei o que fazer…”

Caro leitor, a experiência de incêndio na sua infância foi marcante para si e o medo de passar por isso em sua casa fez com que desenvolvesse “defesas” para diminuir a probabilidade de um eventual incêndio. Porém, estas “defesas” estão a deixar de fazer parte da solução para fazer parte do problema, ao criarem uma necessidade obsessiva de controlo e verificação que lhe causa mal-estar. Procure diminuir os comportamentos de verificação, desviando o foco da sua atenção dos medos e pensamentos negativos (ex., incêndio) para o “aqui e agora” (ex., ter de preparar-se para sair de casa). Se se sentir ansioso e notar ativação fisiológica (ex., batimentos cardíacos, respiração acelerada, etc.), respire lenta e profundamente várias vezes, até se sentir mais calmo. Tenha pensamentos tranquilizadores: “Está tudo bem, não preciso de verificar novamente”, “Eu consigo lidar com isto”. Se o seu mal-estar persistir, poderá precisar de acompanhamento psicológico.

 

Depressão

“Não me sinto bem com a minha vida… O meu casamento está a descambar, já não tenho estofo para aguentar o stress no trabalho, chego a casa e descarrego na minha mulher e nos meus filhos. Sou um pai ausente, um inútil, perdi a vontade de quase tudo… Estou perdido…”

Caro leitor, os seus sintomas apontam para uma eventual depressão que está a causar-lhe mal-estar emocional e a interferir com o seu funcionamento em diversas áreas da sua vida, nomeadamente no trabalho e na relação com a sua família. Seria útil fazer uma avaliação psicológica para fins diagnósticos e iniciar um acompanhamento psicoterapêutico. Caso se mantenham os problemas com a sua esposa e filhos, sugiro terapia de casal e/ou familiar.

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