Termas, spas e talassoterapia: prevenção, reabilitação e cura

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A diferenciação entre termas e spas é cada vez mais reduzida: as primeiras aliam os tratamentos medicinais aos tratamentos de beleza e bem-estar, e os spa incluem terapias intrínsecas às estruturas balneares. A talassoterapia acrescenta a isto as virtudes da água do mar. Tudo em nome de um tratamento mais completo, que beneficia o corpo e a mente.

 

O recurso às termas, como estratégica terapêutica, tem uma longa tradição em Portugal, com dezenas de balneários, muitos deles com origem ainda na época em que os Romanos estiveram presentes na Península Ibérica. Séculos mais tarde, os portugueses foram pioneiros no termalismo, com a construção do mais antigo hospital termal do mundo, as Termas das Caldas da Rainha, fundadas em 1485, pela Rainha D. Leonor.

As características das águas e seus efeitos são conhecidos no tratamento de diversas patologias.  No nosso país, o termalismo terapêutico teve um apogeu. Em determinada altura, começou a cair por força do crescimento da indústria farmacêutica, devido ao aparecimento de todo o tipo de fármacos que facilitavam a cura e a recuperação. Este fator provocou a queda das termas, não só na procura, mas também na investigação ligada à prática termal. Hoje, assiste-se a um interesse renovado na prática termal.

 

REVITALIZAÇÃO DO TERMALISMO

Na década de 90 do século XX, a preocupação com o bem-estar físico e psicológico a nível mundial disparou. Portugal não ficou indiferente a esta mudança de paradigma.

Em simultâneo, assistiu-se a uma sensibilidade crescente com os espaços envolventes. Inúmeros especialistas defendem que a eficácia do termalismo terapêutico está diretamente relacionada com a qualidade e atmosfera geral das estâncias termais. Nas terapias de repouso, por exemplo, o clima ameno e o ambiente tranquilo possuem fortes componentes curativas e Portugal tem muito para oferecer neste campo.

O tratamento termal apresenta inúmeras valências que vão muito além da simples utilização de água para fins terapêuticos. Outrora, locais insípidos onde predominava a afluência do aquista sénior, a esmagadora maioria das estâncias termais portuguesas são, hoje, sítios modernos e bem equipados, que apostam no avanço da qualidade de vida do cliente e em programas para toda a família. Esta melhoria é alcançada através de conteúdos nutricionais, de atividade física, mudança de hábitos ou até mesmo programas personalizados ao gosto do termalista.

INCLUSÃO DE SPAS NAS TERMAS

A inclusão de spas nas termas é, atualmente, uma realidade. À primeira vista, parece que as estâncias em Portugal caminham no sentido de aumentar a componente de bem-estar e diminuir a do termalismo medicinal. No entanto, a componente terapêutica continua viva nas nossas estâncias. Assiste-se sim, a uma adaptação e revitalização do complexo termal, por força da aposta nos tratamentos de saúde e bem-estar. Desta forma, as termas conseguem captar novos nichos de mercado e asseguram a sua própria existência.

Por outras palavras, as termas desejam ser percecionadas como locais saudáveis. Assim, a inclusão de spas e respetivos tratamentos de saúde e bem-estar nos complexos termais existentes de norte a sul do País nasceu como forma de alargar a oferta existente e fomentar o turismo de saúde. Inclusive, vários complexos termais a nível nacional reajustaram as suas marcas, passando a incluir o termo “spa” no seu nome comercial.

Leia o artigo completo na edição de maio 2016 (nº 261)

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