Shiatsu: para além da relaxação

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Praticada desde há milhares de anos no Oriente, a massagem shiatsu tem por objetivo equilibrar o organismo, relaxando o corpo e a mente.

A massagem na China é anterior à dinastia Ming. “Amma” é a palavra chinesa que designa massagem e o seu significado literal é “acalmar com as mãos”. A técnica chegou à Coreia e atingiu o Japão, onde se definiu aquilo que hoje se conhece como massagem shiatsu. Trata-se, afinal, de uma derivação da digitopuntura: pressionar com os dedos certos pontos do corpo.

A massagem shiatsu tem o seu fundamento teórico na energia vital Chi, que percorre o organismo humano através de meridianos – canais perfeitamente definidos. Existem 14 meridianos principais, cada um dos quais exerce um influxo sobre um determinado órgão e correspondente função.

Quando existe algum problema, é porque a energia está sobreativada ou bloqueada nalgum desses pontos. É, então, que o shiatsu atua para restabelecer o equilíbrio energético do corpo, fazendo com que se ativem os seus próprios mecanismos de defesa e de recuperação.

Filosofia de vida

A massagem shiatsu é utilizada, fundamentalmente, no tratamento de perturbações específicas, como stress, enxaquecas, dores musculares no pescoço e costas, artrite, insónias, problemas digestivos e doenças ginecológicas.

Mas a força do shiatsu reside, sobretudo, na prevenção das doenças, mais do que no seu tratamento. Milhões de pessoas no Extremo Oriente confiam nos seus benefícios. No Japão, pilotos e assistentes de bordo têm a possibilidade de receber uma massagem shiatsu, mesmo no aeroporto, entre cada voo, sem custo algum.

Wataru Ohashi, um célebre especialista desta massagem nos Estados Unidos e diretor do Instituto Shiatsu, de Nova Iorque, aconselha meditação, dieta macrobiótica e exercício, como complementos-chave que influenciam positivamente num tratamento à base de massagens. Os praticantes desta técnica proclamam-na como uma filosofia e um modo de vida, não apenas como uma massagem.

Leia o artigo completo na edição de janeiro 2018 (nº 279)

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