Mitos da acupuntura

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Técnica milenar e bastante popular, a acupuntura causa ainda muito ceticismo no ocidente. Neste artigo, um especialista em Medicina Tradicional Chinesa desmistifica algumas das ideias mais comuns relacionadas com esta terapia.

 

Do vício à dor, até à conotação hippie, a acupuntura tem sido objeto de desconfiança no Ocidente, fomentando simultaneamente a curiosidade entre médicos e pacientes, que nem sempre sabem em que acreditar. Embora exista há mais de 4000 anos e tenham sido realizados, apenas na última década, milhares de estudos em torno da sua eficácia, há ainda quem considere que o efeito da acupuntura é apenas placebo. Hélder Flor, especialista em Medicina Tradicional Chinesa, desmistifica e contrapõe algumas das ideias que mais dúvidas suscitam nos seus pacientes.

  1. A acupuntura provoca dor

MITO. Ao contrário do que se possa pensar, as agulhas utilizadas nas terapias não provocam dor. A sua espessura, equivalente a dois fios de cabelo humano, em nada se assemelha à das habituais agulhas utilizadas, por exemplo, para retirar sangue. Por esse motivo, mesmo quem sente a picada inicial deixa de ter qualquer reacção em poucos segundos, não sentido, na maioria das vezes, que tem uma destas agulhas no corpo.

  1. O efeito da acupuntura é apenas placebo

MITO. Ainda que possamos considerar, como em qualquer outro tratamento, que quem acredita na sua eficácia consiga ter (ou acreditar que tem) melhores resultados, limitar os efeitos da acupuntura ao efeito placebo é bastante redutor. As investigações realizadas nos últimos anos demonstram inclusive que o cérebro liberta químicos como endorfinas (analgésicos naturais) na sequência dos tratamentos, que têm ainda diversos efeitos anti-inflamatórios no corpo.

Leia o artigo completo na edição de outubro 2016 (nº 265)

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