Rejuvenescimento cutâneo: melhoria estética e não só

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O rejuvenescimento cutâneo, para além de melhorar significativamente o aspeto da pele, é também uma forma de prevenir, retardar e impedir cancros de pele.

 

Artigo da responsabilidade do Dr. Fernando Ribas,

Dermatologista; director da Liga Portuguesa Contra o Cancro – N.R.N.

 

 

O envelhecimento cutâneo é um processo degenerativo, lento, evolutivo e inevitável, das células e tecidos da pele. É geneticamente determinado, intrínseco, cronológico e relacionado com a idade. Todos os tecidos e órgãos sofrem a mesma evolução.

Os fatores externos, como o sol, o tabaco, álcool e outros, acentuam o envelhecimento intrínseco. A face e dorso das mãos, sendo as zonas mais expostas, são geralmente as mais afetadas.

Com o tempo, a pele fica atrófica, seca, rugosa, acinzentada, sem brilho, com pigmentação e textura irregulares. Surgem rugas finas e aprofundamento das espessas, com acentuação dos traços faciais e proeminência dos contornos ósseos.

PEELINGS: OS MAIS UTILIZADOS

Com a degenerescência, surgem alterações microscópicas dos tecidos e células, que poderão evoluir para pré-canceroses e mesmo neoplasias cutâneas (cancros). Se conseguirmos reverter algumas destas alterações, estaremos a contribuir para prevenir, retardar ou impedir cancros cutâneos.

Os dermatologistas dispõem de várias técnicas e agentes físicos e químicos capazes de promover, não só melhoria estética, mas também a estrutura e funcionalidade cutâneas.

As quimioabrasões – mais conhecidas por peelings – serão, porventura, as mais eficazes na prevenção das neoplasias. Dos peelings superficiais, utilizamos geralmente o Salipeel ou TCA a 15% ou 20%. O Glicopeel – ácido glicólico – é pouco utilizado devido à sua fraca eficácia. Para os peelings de média profundidade, utilizamos geralmente TCA a 35% até 50%.

Os peelings profundos, com fenol, são bastante eficazes, mas apresentam efeitos secundários que obrigam a monitorização permanente e anestesia geral, o que os torna pouco exequíveis.

O LASER CO2 é bastante eficaz, mas obriga a grande experiência e conhecimento.

Estas técnicas promovem a exfoliação, destruição e eliminação das camadas superficial e média da pele, removendo as células displásicas (alteradas, atípicas) e promovendo a renovação cutânea.

PARA AS CAMADAS PROFUNDAS

Para atuarmos nas camadas mais profundas, derme e hipoderme, utilizamos LASER, luz pulsada e radiofrequência.

Referenciamos o IPL-L (Intensed Pulsed Light and Laser), fotorrejuvenescimento que remove manchas pigmentadas, descamativas, uniformizando a coloração, tonalidade e textura da pele.

Por sua vez, a radiofrequência emite ondas de rádio e ultrassons, actuando na derme e hipoderme, promovendo a contração do colagénio, estimulando os fibroblastos e promovendo a formação de neocolagénio, além de ativar a microcirculação.

Além disso, a infiltração de compostos polirrevitalizantes, como o ácido hialurónico, vitaminas A,B, C e E, múltiplos aminoácidos, coenzimas, entre outros, utilizando Meso-needling (roller com micro-agulhas) e Skin-Booster, ajuda imenso na revitalização e rejuvenescimento cutâneo.

Leia o artigo completo na edição de setembro 2019 (nº 297)

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