Preservar a fertilidade em doentes oncológicos

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A Oncofertilidade surgiu como uma nova área de intervenção, que estabelece uma ponte entre a Oncologia e a Medicina da Reprodução e que, a partir de uma rede integrada de recursos clínicos, se foca no desenvolvimento de métodos para poupar ou restaurar a função reprodutiva dos doentes diagnosticados com cancro.

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Artigo da responsabilidade da Prof.ª Teresa Almeida Santos


Diretora do Centro de Preservação da Fertilidade do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra; Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução; Professora da Faculdade de Medicina de Coimbra

www.centropreservacaofertilidade.pt

Nas últimas décadas, tem-se assistido a um aumento das taxas de sobrevida de doença oncológica, apesar do incremento do número de novos casos de cancro por ano. De facto, os avanços no diagnóstico precoce e no tratamento têm aumentado significativamente a esperança de vida dos doentes oncológicos, levando a um interesse crescente na promoção da qualidade de vida na sobrevivência.

Em Portugal, a taxa de incidência de doença oncológica era, em 2009, de 426,5 casos por 100.000 indivíduos, o que corresponde ao valor mais elevado alguma vez registado.

No entanto, o tratamento do cancro prolonga a vida dos doentes, mas tem efeitos deletérios na sua função reprodutiva. Por outro lado, dado o aumento da incidência de certos tumores em idades mais jovens  e a tendência atual para o adiamento do nascimento do primeiro filho, também é cada vez mais provável encontrarmos um doente oncológico em idade reprodutiva.

Desta forma, a Oncofertilidade surgiu como uma nova área de intervenção, que estabelece uma ponte entre a Oncologia e a Medicina da Reprodução e que, a partir de uma rede integrada de recursos clínicos, se foca no desenvolvimento de métodos para poupar ou restaurar a função reprodutiva dos doentes diagnosticados com cancro.

IMPORTÂNCIA DA FERTILIDADE

A tomada de decisão em relação à preservação da fertilidade é, muitas vezes, complexa e ocorre num contexto particularmente difícil e emocionalmente exigente, dado o recente diagnóstico de cancro.

Acresce que os doentes que tiveram a oportunidade de tomar uma decisão relativamente à preservação da fertilidade revelam uma melhor adaptação individual na sobrevivência do que aqueles que não tiveram esta oportunidade, mesmo aqueles que decidiram não realizar qualquer técnica de preservação da fertilidade .

Leia o artigo completo na Edição de Dezembro 2015 (nº 256)

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