Meditação: agradável e revigorante

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A meditação é uma técnica natural, que se pratica durante 15 a 20 minutos, confortavelmente sentado em casa, com os olhos fechados. E pode ser mais uma ajuda nestes dias de incerteza que se vivem.

 

Centenas de estudos independentes, levados a cabo em mais de 200 instituições, de 33 países, documentam os benefícios para a saúde obtidos através da prática regular da meditação, uma técnica simples e natural, que se pratica durante 15 a 20 minutos, duas vezes por dia, confortavelmente sentado e com os olhos fechados.

Nesses poucos minutos, o stress e a tensão são dissolvidos. De forma natural, a meditação cria um estado de repouso e relaxamento profundos, que não é atingido nem mesmo durante o sono. Ao mesmo tempo, a mente permanece plenamente desperta.

Em contraste com outros métodos de relaxamento, não é necessária qualquer concentração ou contemplação. Os pensamentos são uma parte natural da meditação e não necessitam nem devem ser suprimidos. O estado de relaxamento profundo surge sem esforço e de forma sistemática, e a meditação é experimentada como sendo extremamente benéfica, agradável e revigorante.

FORTALECE A CONDIÇÃO FÍSICA E MENTAL

Esta técnica fortalece a condição física e mental da pessoa. Dissolvem-se as tensões e a fadiga profundamente enraizadas. O meditante experimenta um repouso profundo – mental e físico – que é a base da vasta gama de benefícios médicos. Isto resulta num desenvolvimento pleno da personalidade como um todo e conduz a uma maior estabilidade na vida quotidiana e a uma maior capacidade de realização.

Qualquer pessoa pode facilmente aprender a praticar meditação, independentemente da idade, educação, estilo de vida, religião ou cultura. A experiência mostra que a recetividade é bastante elevada e que as pessoas continuam a praticar este método regularmente, mesmo passados vários anos.

Indicadores funcionais e metabólicos

A técnica de meditação produz um relaxamento fisiologicamente mensurável. Cada pessoa aprende a reconhecer por si mesmo os critérios físicos de relaxamento profundo e, desta maneira, a avaliar subjetivamente a correção da sua própria prática.

Uma característica especial da meditação é que, à medida que os meses passam, o nível de relaxamento físico e mental torna-se progressivamente mais profundo – um facto que tem sido demonstrado através da investigação, comparando meditantes de longa data com pessoas que meditam há pouco tempo.

Capacidade para enfrentar o stress

A melhoria subjetiva da qualidade de vida, que é mensurável em termos psicológicos, tem parâmetros físicos correspondentes, os quais indicam que, durante a prática da meditação, é adquirido um estado de relaxamento endocrinologicamente mensurável, por exemplo, através do lactato sanguíneo, da serotonina, da noradrenalina, da dopamina, da fenilanalina plasmática, da prolactina plasmática e da hormona do crescimento.

Uma característica significativa da meditação é que a sua prática não provoca qualquer perda de vivacidade ou capacidade intelectual: pelo contrário, verifica-se que estas aumentam, em comparação com os não meditantes.

Insónias

Num estudo realizado no Canadá, indivíduos que tinham começado apenas há 30 dias a praticar meditação mostraram uma redução no tempo médio para adormecer, de 75 para 15 minutos. Em seguimento mensal, feito ao longo do primeiro ano, após o início da meditação, comprovou-se que este efeito se mantinha. Na prática clínica, este efeito verifica-se, muitas vezes, não apenas em pacientes com dificuldade em adormecer, mas também em todas as outras formas de insónia.

Os médicos relatam que uma grande proporção de pacientes, mesmo aqueles que durante anos usaram medicação para os vários tipos de perturbações do sono, podem voltar a um padrão de sono saudável e repousante, como resultado da prática regular da meditação.

Sintomatologia depressiva

A investigação científica sobre a meditação inclui um elevado número de estudos psicológicos, conduzidos por diferentes equipas de investigação, durante as últimas três décadas, usando os testes de personalidade mais correntes em cada país. No seu conjunto, estes estudos documentam o aumento da estabilidade psicológica, numa ampla gama de variáveis de personalidade, bem como a crescente tolerância ao stress.

Asma

Provas de função respiratória em indivíduos saudáveis demonstraram que, durante a prática da meditação, a resistência ventilatória é significativamente menor e que o consumo de oxigénio e o ritmo respiratório se reduzem. Notaram-se efeitos correspondentes em pacientes com asma: após exatamente três meses de prática regular, os pacientes asmáticos mostraram melhorias significativas na resistência ventilatória, tanto segundo a avaliação do médico como segundo os próprios pacientes.

Muitos médicos têm observado, no exercício da sua profissão, que a maioria dos pacientes com asma apresentam claramente menos ataques, depois de alguns meses de prática de meditação regular, e que esses ataques são de menor intensidade. Num período de seis meses a um ano, muitos pacientes veem-se completamente livres dos sintomas.

Hipertensão

É particularmente gratificante para um médico recomendar a meditação a pacientes hipertensos, como complemento do tratamento convencional. A redução, tanto na pressão sanguínea sistólica como na diastólica, que tem sido comprovada pela extensa investigação científica, pode ser observada passados poucos dias ou semanas do início da prática da meditação.

Logo após o início da prática, é necessário controlar a tensão arterial com bastante frequência, de modo que a medicação possa ser ajustada, em resposta à normalização relativamente rápida da pressão.

O efeito da meditação na redução da pressão sanguínea elevada aumenta gradualmente com o tempo de prática. Meditantes de longa data – mais de 5 anos – revelam uma tensão significativamente mais baixa do que os meditantes recentes.

Doença coronária e hipercolesterolemia

Quanto aos doentes que sofrem de angina de peito, estudos efetuados mostraram um desempenho significativamente melhor em prova de esforço, após 6 a 8 meses desta prática, bem como uma apreciável redução do uso de nitroglicerina.

De acordo com as mesmas investigações, os pacientes relataram uma clara redução nos sintomas da angina de peito na vida diária.

Verificam-se, igualmente, reduções clinicamente comprovadas nos níveis de colesterol sérico, juntamente com redução da obesidade e do consumo de nicotina.

Melhoria geral da saúde

Um estudo realizado nos Estados Unidos comparou a utilização de seguros médicos feita por cerca de 2000 pessoas que praticavam regularmente meditação, com a média da totalidade das 600.000 pessoas com seguro na mesma companhia. As admissões em hospitais foram, em média, 56% mais baixas entre os meditantes e, também, acentuadamente mais baixas nas 20 categorias de doenças mais comuns: uma redução de 87% nas doenças cardiovasculares, 55% nos tumores, 87% nas doenças do sistema nervoso e 73% nas doenças do nariz, garganta e pulmões. É preciso notar que, antes de se iniciar na prática da meditação, o grupo tinha a mesma condição estatística de saúde que os restantes segurados.

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SAUDE E BEM-ESTAR 304 abr20 – 12Mb

 

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