Eczema atópico: da causa ao tratamento

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O eczema atópico é uma das doenças cutâneas mais comuns, afetando cerca de 20% das crianças e 1 a 3% dos adultos. Importa, pois, conhecer as causas e explicar os tratamentos.

  

Artigo da responsabilidade da Dra. Cristina Amaro, Membro da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia; Assistente Hospitalar de Dermatologia no Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Hospital de Egas Moniz; Consulta de Dermatologia Pediátrica Hospital Cuf Descobertas e Hospital Cuf Cascais

 

O eczema (sinónimo: dermatite ou dermite) é uma condição inflamatória da pele, caracterizada por uma pele áspera, vermelha com prurido associado. A designação “atopia” utiliza-se para descrever patologias como o eczema, a asma, a rinite, as quais podem estar ligadas por uma base genética.

O eczema atópico é uma das doenças cutâneas mais comuns, afetando cerca de 20% das crianças e 1 a 3% dos adultos.

Nestes doentes, a pele tem uma deficiente função barreira (“pele seca”), devido a um anormal metabolismo lipídico e/ou estrutura proteíca epidérmica (inexistência de algumas moléculas essenciais para a retenção de água e manutenção de uma pele bem hidratada).

FATORES GENÉTICOS, IMUNOLÓGICOS E AMBIENTAIS

O eczema atópico desenvolve-se devido a uma estreita relação entre fatores genéticos, imunológicos e ambientais, refletindo-se numa barreira cutânea disfuncional e na desregulação imunológica, promovendo a inflamação. Apesar de poder coexistir uma sensibilização alimentar, esta não se manifesta, na maioria das crianças, por eczema. O mesmo para os ácaros do pó da casa: embora seja consensual que os doentes com eczema atópico estão frequentemente sensibilizados a estes alergenos, não há evidência suficiente que estratégias para os evitar previnam o eczema.

O seu início é mais comummente observado entre o 3 e os 6 meses de idade. Aproximadamente 60% dos casos surge em crianças com menos de 1 ano e 90% em idade inferior aos 5 anos. Em 2 em cada 3 crianças, resolve até à adolescência ou torna-se menos grave ou frequente. Contudo, não se pode prever qual a evolução individual. É uma doença que designamos por crónico-recidivante, pois manifesta-se por surtos (fases agudas nas quais se observa a vermelhidão, pequenas vesículas com líquido transparente). Regra geral, agrava no inverno e melhora espontaneamente no verão. Nas áreas que são coçadas de forma persistente, a pele fica espessada e particularmente pruriginosa (processo designado por liquenificação).

Leia o artigo completo na edição de setembro 2018 (nº 286)

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