Doenças respiratórias: enorme impacto no doente e na sociedade

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As doenças do  aparelho respiratório, não só são altamente prevalentes, como têm um impacto significativo. Segundo a OMS, em 2020, das 10 maiores causas de mortalidade a nível mundial, quatro delas serão do foro respiratório.

Artigo da responsabilidade do Dr.  António Morais, Presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia

A Pneumologia é a especialidade que estuda, diagnostica e trata as doenças do aparelho respiratório. A relevância de uma atividade tem diretamente a ver com a dimensão e o impacto na população à qual se dedica. Relativamente às doenças do  aparelho respiratório, elas não só são altamente prevalentes, se considerarmos nomeadamente as doenças respiratórias obstrutivas, as infeções respiratórias, o cancro do pulmão ou as doenças respiratórias do sono, como têm um impacto significativo, que é bem demonstrado na previsão que é feita pela Organização Mundial de Saúde, segundo a qual, em 2020, das 10 maiores causas de mortalidade a nível mundial, quatro delas serão do foro respiratório.

A Pneumologia encontra-se, assim, numa encruzilhada: Por um lado, tem de organizar um plano de formação eficaz, que se associe a uma organização funcional onde seja possível uma acessibilidade adequada, um diagnóstico correto e célere, para além de uma intervenção terapêutica sensata e eficaz. Por outro lado, tem de atrair e estimular os investigadores e institutos de investigação, para além das indústrias do medicamento, para uma investigação contínua que contribua para o surgimento de novos fármacos, os quais possibilitem um combate mais eficaz aos múltiplos desafios.

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS INFECCIOSAS

Nas várias doenças respiratórias, aquelas que apresentam uma maior incidência são as de etiologia infecciosa. De entre os vários tipos de infeção, no nosso país, destacam-se aquelas relacionadas com infeção pelo vírus da gripe, as pneumonias e a tuberculose pulmonar.

A infeção pelo vírus da gripe tem um impacto significativo de morbilidade e até de mortalidade durante os meses de inverno, sendo um dos combates mais importantes a sua prevenção através da vacinação.

Efetivamente, Portugal tem apresentado uma evolução favorável, da qual é exemplo uma taxa de vacinação de 68% na população acima dos 65 anos, que é um dos valores mais elevados a nível da União Europeia. Compete-nos manter este trabalho, conjuntamente com os outros profissionais de saúde, de forma a manter esta evolução e a elucidar algumas dúvidas injustificadas que permanecem em algumas pessoas, as quais resistem a este método preventivo de elevada segurança e eficácia.

Leia o artigo completo na edição de maio 2019 (nº 294)

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