Biocodex expande atividade para a saúde da mulher

O laboratório farmacêutico francês Biocodex, que chegou a Portugal há dois anos, vai continuar a aumentar o seu portefólio com lançamentos na área da microbiota intestinal – também conhecida por flora intestinal – e saúde da mulher, uma área recente, mas promissora. O objetivo é, segundo Marie Bonte, Country Manager da Biocodex Portugal, “dar continuidade ao crescimento global sustentado demonstrado nos primeiros dois anos de vida da farmacêutica no nosso país e que teve um balanço muito positivo”.

Quando a farmacêutica abriu a sua filial no centro de Lisboa, em 2019, trazia na bagagem o seu probiótico Saccharomyces boulardii CNCM I-745: UL-250®* também conhecido por “Ultra levure”, o probiótico mais vendido em Portugal para o tratamento da diarreia em crianças e adultos e diarreia associada ao uso de antibióticos, presente em mais de uma centena de países. Desde a sua chegada a Portugal lançou a marca Symbiosys, uma gama de probióticos, da qual se destacam Symbiosys Alflorex – para o desconforto gastrointestinal – e o recém-lançado Symbiosys Satylia®, com a estirpe probiótica única Hafnia alvei HA4597, zinco e crómio que atua no controlo do apetite e na saciedade.

A recente aquisição dos Laboratoires IPRAD, a nível mundial, está também a ser estratégica para a consolidação do crescimento da farmacêutica. A Biocodex passou a ter, desde o início deste ano, a exclusividade da comercialização e distribuição da marca Saforelle em Portugal.

Em junho, lançou também Colpofix, o único gel vaginal em spray para as lesões do colo do útero. 

A chegada da Biocodex a Portugal insere-se numa estratégia global de expansão da empresa, que está presente em mais de uma centena de países e tem filiais em países como os Estados Unidos, Bélgica, Polónia, Rússia, México e Canadá.Queremos continuar a crescer porque somos uma empresa que trabalha e investe a pensar a longo prazo e focada no desenvolvimento sustentável”, sublinha a Country Manager da Biocodex Portugal.

Marie Bonte, que assumiu o projeto português há dois anos, após 11 anos como diretora de marketing internacional na Biocodex em França, garante que o balanço é muito positivo e que o entusiamo inicial permanece inalterado. “Somos uma equipa dinâmica e ágil que encara este desafio de forma muito dedicada. Temos mais de 65 anos de experiência, na investigação, no desenvolvimento e na comercialização de probióticos e o nosso objetivo é trabalharmos todos os dias para trazer a inovação aos que mais precisam”, acrescenta.

Paralelamente, a Biocodex desenvolve uma vasta atividade formativa para o público em geral (www.biocodexmicrobiotainstitute.com) e para profissionais de saúde. O foco no aprofundamento do conhecimento na área da microbiota levou à criação da plataforma www.mybiocodex.pt para as equipas de farmácia. 

Na área da investigação, e através da Biocodex Microbiota Foundation, está a lançar, pelo terceiro ano, a Bolsa Nacional para Projetos de Investigação em Microbiota, com um prémio anual de 25 mil euros. O trabalho vencedor da edição 2020-2021foi o projeto PRIMING, que visa compreender o impacto da obesidade materna na ativação e estimulação do sistema imunitário da criança induzido pela microbiota intestinal ao longo do primeiro ano de vida, da autoria de uma equipa de investigadores do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto

Simultaneamente, lançou a primeira edição do Prémio Henri Boulard de Saúde Pública, que vai distinguir os dois melhores projetos que tenham um impacto positivo na saúde em alguns países subdesenvolvidos da Ásia, África e da América Latina. Por exemplo, por meio da educação e consciencialização em saúde, novas infraestruturas, projetos agrícolas ou de purificação de água. Cada um dos prémios a atribuir tem um valor monetário de 10 mil euros.

Ainda na área da investigação, a Biocodex está envolvida em Portugal na dinamização de sessões, simpósios e apoio financeiro a estudos, entre os quais o Gut microbiota, Spark and Flame of COVID-19 Disease que investiga a relação entre a microbiota intestinal e a severidade da COVID-19, liderado pela Professora Conceição Calhau, docente e investigadora da Faculdade de Ciências Médicas | NOVA Medical School da Universidade Nova de Lisboa.

No plano cultural e didático, dirigido a todas as idades, apoiou, de outubro de 2019 a agosto de 2020, a exposição “PUM! A vida Secreta dos Intestinos”, inspirada no best seller “A Vida Secreta dos Intestinos”, de Giulia e Jill Enders, concebida pela Cité des Sciences et de l´Industrie de Paris. A exposição, que esteve patente no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, foi visitada por mais de 80 mil pessoas.

 

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