Apiterapia: o contributo das nossas amigas abelhas

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Ao contrário do que muitos pensam, a apiterapia é muito mais do que o recurso ao veneno de abelha para uso terapêutico. É o uso de todo o tipo de produtos que as abelhas produzem, em benefício do homem, nomeadamente o própolis, as larvas de zangão, a geleia real, o pólen e o mel. Enfim, um conjunto de subprodutos, todos oriundos das colónias das nossas amigas abelhas.

0 DR JOAO GIL PEREIRA (1)Artigo da responsabilidade do Dr. Gil Pereira, Especialista em Medicina Integrativa e Apiterapeuta; mentor do projeto Naturena

Desde a Pré-história que os sub-produtos de abelha são usados, mas de forma intuitiva. O estudo científico é relativamente recente. Hoje, a ciência pretende explicar como é que práticas tão antigas contribuem, de forma tão maravilhosa, para a saúde humana. Na perspetiva da Intuição Inteligente, o que se faz é confirmar cientificamente aquilo que empiricamente tem sido praticado.

PRÓPOLIS: AÇÃO BACTERICIDA E ANTIVÍRICA

Quando os gomos das flores rebentam, a planta segrega uma resina isolante, o propólis, protegendo-os das intempéries. As abelhas recolhem-na e com ela processam uma pasta que tem nas colmeias uma utilização ímpar: a de calafetagem, isolando termicamente a colmeia. Mas o própolis tem também uma ação bactericida e antivírica, o que significa que a colónia das abelhas não fica apenas calafetada, mas também protegida de agentes agressores, pragas e doenças.

Contudo, a maior curiosidade é que, além do frio, do calor e das doenças, a colónia está constantemente a ser alvo de invasores, como ratos, lagartos e outros inimigos destruidores… e é aqui que o própolis se eleva. As abelhas reagem, primeiro, com uma mobilização em massa que, picando o invasor, o matam. Em circunstâncias normais, o cadáver entraria em putrefação e destruiria a colónia. É então que, recorrendo ao própolis, as abelhas o isolam e mumificam. Prova-se, assim a espantosa ação bactericida desta substância. É comum nos trabalhos de campo encontrarmos lagartos que, parecendo vivos, na verdade apenas estão “envernizados”, perfeitamente preservados, sem sinal de decomposição.

Estas e outras observações, levaram à pesquisa deste produto, descodificando-se as suas fantásticas virtudes terapêuticas, cujas características variam ainda com a planta que lhe deu origem. Existem própolis de ação bactericida privilegiada, outros de ação antivírica e há ainda os especialmente ricos em substâncias fenólicas, como a quercitina.

Leia o artigo completo na edição de julho/agosto 2016 (nº 263)

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