Alimentação do doente oncológico

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Uma alimentação saudável pode fortalecer o organismo e reduzir as probabilidades de vir a sofrer de cancro. Porém, se a doença já se desenvolveu, uma nutrição equilibrada constituirá uma ajuda importante.

 

Praticar uma alimentação equilibrada é importante tanto para as pessoas doentes como para as saudáveis. Se nos alimentarmos de forma equilibrada e dermos ao nosso corpo todos os nutrientes que ele precisa, seremos capazes de combater as doenças e manter o nosso corpo com as forças necessárias para ultrapassar afeções graves, como é o caso do cancro.

A importância de um correto suporte nutricional num doente oncológico baseia-se na manutenção de um estado nutritivo adequado, capaz de reduzir as complicações e que proporcione, ao mesmo tempo, sensação de bem-estar.

Prevenir a desnutrição

Determinados tipos de cancro levam a alterações metabólicas que aumentam significativamente o gasto energético do organismo, conduzindo o paciente à perda de peso progressiva e deixando o seu equilíbrio nutricional ainda mais vulnerável. Por isso, é importante um cálculo correto da ingestão calórica diária do paciente oncológico, a fim de compensar este gasto extra causado pela doença e evitando, assim, uma desnutrição acelerada.

Quanto ao número de refeições, não existe um padrão único a seguir: o paciente, simplesmente, deve comer quando tem fome. Este pode passar por fases de inapetência ou obter uma rápida sensação de saciedade com uma refeição muito ligeira. Assim, o ideal é fracionar a dieta em seis ou sete refeições diárias, de pequeno volume cada uma.

Por outro lado, é conveniente utilizar alimentos com alta densidade energética, ou seja, aqueles com alto valor calórico e nutricional, mesmo em pequenos volumes, sendo mesmo de considerar os suplementos alimentares específicos.

Em período de tratamento

Outra questão a ser avaliada são os efeitos colaterais às frequentes sessões de quimioterapia ou radioterapia às quais os pacientes oncológicos são submetidos. Alguns efeitos frequentes são: enjoos, vómitos, perda do apetite e dificuldade para mastigar e engolir os alimentos, principalmente após radioterapias em regiões que afetam boca e esófago.

Muitas vezes, a maneira como o alimento é preparado deverá ser modificada para facilitar a mastigação e a deglutição, como preparações mais pastosas, temperatura adequada e evitar condimentos irritantes da mucosa esofágica e gástrica.

É prudente evitar os alimentos industrializados e, de uma forma geral, todos os alimentos atrás referidos como potencialmente cancerígenos, substituindo-os pelos considerados protetores.

Leia o artigo completo na edição de janeiro 2020 (nº 301)

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