10 recomendações para proteger os mais velhos

De acordo com dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), 20% de todos os acidentes domésticos ocorrem com idosos entre os 65 e os 74 anos. Quedas, incêndios e assaltos são algumas das situações mais comuns.

A temática da segurança e da prevenção destas ocorrências junto da população mais sénior ganha prevalência em Portugal perante um quadro demográfico revelador de uma tendência de envelhecimento populacional, com quase um quarto do número total de habitantes possuindo hoje mais de 65 anos.

Na semana em que se assinala o Dia Mundial da Pessoa Idosa, partilhamos as 10 recomendações para garantir a segurança das pessoas mais velhas.

1. Acesso a medicamentos: com o avanço da idade, a memória e as capacidades cognitivas podem ser afetadas. Assim, recomendamos a colocação dos medicamentos em caixas ou frascos etiquetados com o nome dos medicamentos, bem como a sua dosagem.

2. Cuidados durante as visitas: em contexto de pandemia, os idosos são doentes de risco e não devem, por isso, receber visitas com regularidade. Apesar do sucesso do processo de vacinação em Portugal, nenhuma solução médica é ainda absolutamente eficaz, pelo que a possibilidade de contágio permanece, principalmente devido aos riscos representados pelas novas variantes da Covid-19. Desta forma, as autoridades de saúde recomendam que se mantenham os cuidados, higienizando as mãos e o calçado com frequência, utilizando máscara e mantendo o distanciamento social adequado quando a situação assim o exigir.

3. Certifique-se de que a nutrição é adequada: os idosos mais dependentes correm frequentemente o risco de desnutrição, não tendo sempre a aptidão para comprar alimentos e preparar as suas próprias refeições. Isto resulta numa maior tendência para saltar refeições ou consumir apenas alimentos processados com pouco valor nutricional. Com a desnutrição poderão vir por acréscimo outros problemas e dificuldades motoras, bem como uma menor capacidade para funcionar no dia-a-dia, que pode aumentar o risco de acidentes.

4. Adaptar a casa: as quedas estão entre os principais acidentes com idosos. Por isso, é imprescindível ter a casa preparada para reduzir o risco das mesmas. Remover tapetes e móveis antigos e desnecessários, evitar pilhas de jornais, sapatos e roupa no chão, e ter uma decoração minimalista são algumas sugestões que podem facilmente pôr-se em prática. Por outro lado, deve apostar-se em equipamentos de apoio à mobilidade, nomeadamente na casa de banho.

5. Cuidado com a temperatura: as pessoas mais velhas são particularmente sensíveis às temperaturas mais intensas, tanto no inverno, como no verão. Todas os anos ocorrem problemas súbitos de saúde entre membros da população mais sénior, que muitas vezes começam com indisposições relacionados quer com o frio, quer com o calor extremo. Doenças crónicas como diabetes ou problemas na tiroide também dificultam a manutenção de uma temperatura corporal amena, bem como certos medicamentos.

6. Ter os contactos de emergência sempre à mão: ter sempre uma lista atualizada de números importantes, de leitura fácil, para o caso de se deparar com uma situação de perigo ou medo. Nesta lista devem constar o Número Europeu de Emergência (112), o contacto de um familiar ou amigo próximo e o número da esquadra local.

7. Consultas médicas regulares: pode ser um aspeto menosprezado, mas a verdade é que um acompanhamento médico constante tende a facilitar o reconhecimento precoce de problemas de saúde que possam eventualmente resultar em acidentes inesperados.

8. Proteger a casa de incêndios: é uma recomendação para todas as pessoas, mas sobretudo para as que têm menor capacidade de reação. Instalar um detetor de fumo ou monóxido de carbono, substituir os filtros do exaustor com frequência, certificar que os aquecedores estão distanciados de materiais facilmente inflamáveis, desligar todos os aparelhos eletrónicos antes de ir dormir ou não colocar demasiados cabos elétricos na mesma extensão são algumas medidas que ajudam a diminuir o risco de incêndio dentro das habitações.

9. Companhia: sempre que possível, é importante que um idoso não seja deixado sozinho durante grandes períodos de tempo, contando com a presença quer de um cuidador, familiar, ou até de outros idosos. Quebrar o isolamento não só tem um impacto positivo na saúde mental – o que também melhora a saúde no geral – como garante que, na eventualidade de algum acidente, haverá mais alguém para prestar auxílio ou chamar ajuda.

10. Teleassistência móvel: considerar a aquisição de um dispositivo de teleassistência – um aparelho que fornece ao utilizador uma Central de Teleassistência a cargo de profissionais especializados, que ajuda em situações de emergência, avisando os serviços médicos e a família, se for necessário. Além de um botão de emergência, este dispositivo dá ainda acesso a aconselhamento médico, tem sensor de queda e de inatividade, geolocalização e permite fazer ligação a uma central de teleassistência que está disponível 24 horas. O objetivo destes dispositivos é facilitar os cuidados de saúde, oferecendo uma observação não intrusiva e monitorizando a saúde do utilizador.

Fonte: Prosegur Alarms

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