Trabalhar por turnos: biorritmo às avessas

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O trabalho por turnos, durante a noite, implica uma mudança no ritmo normal de funcionamento do organismo, a qual pode chegar a afetar a saúde. Neste artigo, explicamos como evitar essas consequências negativas.

 

O corpo humano é regido por um ritmo diurno e outro noturno. Durante o primeiro, a atividade produtiva tende a ser mais fácil, dado que a falta de luz natural predispõe o corpo para o descanso. Por esta razão, o mais comum é trabalhar de dia e dormir de noite.

Contudo, não são poucos os trabalhos que têm de ser realizados a horas atípicas, entre as 6h da tarde e as 6h da manhã. São os chamados empregos por turnos. Além disso, os turnos costumam ser rotativos, isto é, as pessoas que trabalham nestas circunstâncias passam, com frequência, do turno da noite para o turno na manhã ou da tarde.

Bombeiros, polícias, enfermeiros, trabalhadores fabris, entres muitos outros profissionais, têm de adaptar os períodos de sono aos respetivos turnos de serviço, contrariando, desta forma, o biorritmo natural do organismo. Este vê-se obrigado a adaptar o seu rendimento noturno ao diurno, algo pouco natural, que pode afetar grandemente a saúde.

Dificuldades de adaptação

Muitas das pessoas que trabalham por turnos sofrem de insónias, porque têm dificuldade em se adaptar às constantes mudanças de horário e porque, no caso do trabalho noturno, não é fácil dormir de dia, quando há luz e ruído ambiente. Esta situação leva, inevitavelmente, à dificuldade em manter a concentração durante o trabalho; juntamente com outros fatores, como a redução da vida social a que a pessoa se vê obrigada, pode ocasionar uma série de perturbações, designadamente falta de apetite, stress, fadiga excessiva, problemas digestivos, doenças intestinais ou problemas de circulação.

Sonolência

Habitualmente, os profissionais que laboram por turnos dormem menos do que os que beneficiam de um horário normal. Também dormem pouco as pessoas sujeitas a um calendário de rotação contínua, porque o organismo não tem tempo de se adaptar a um determinado ritmo. Em consequência desta falta de sono, são comuns os casos de sonolência durante as tarefas laborais.

Para ajudar a combater esta sonolência, é recomendável que o posto de trabalho esteja bem iluminado, beneficie de uma boa ventilação e de uma temperatura não muito elevada.

É entre as 2h e as 5h da madrugada que se sente mais sono, pelo que é imprescindível conceder pequenas pausas, para que não se perca a concentração.

Leia o artigo completo na edição de abril 2016 (nº 260)

 

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