O Projeto “Comunicar Incapacidade Invisível” tem por objetivo destacar desafios invisíveis, promover a inclusão e surge como uma resposta direta às necessidades frequentemente negligenciadas de pessoas que enfrentam desafios que não são perceptíveis à primeira vista.

Estes desafios decorrem de condições de saúde como cancros, esclerose múltipla ou outras doenças incapacitantes, incluindo doenças crónicas. Muitas vezes, estas condições exigem tratamentos tão invasivos quanto debilitantes, afetando o corpo e o bem-estar emocional dos seus portadores que ao tentarem exercer os seus direitos, seja em contexto profissional, escolar, social, como, por exemplo, usufruir do atendimento prioritário numa fila de atendimento ao público, levam à incompreensão, estigmatização, carência e/ou preconceito, devido à sua invisibilidade.

Consequentemente, pessoas com incapacidades invisíveis vêm as suas experiências, sentimentos e dificuldades invalidadas. Como estes constrangimentos não são perceptíveis à primeira vista, “os outros” minimizam ou duvidam, o que provoca ainda mais barreiras.

Iniciado por Catarina Gestosa da Silva, em 2020, como consequência da sua experiência pessoal como doente oncológica, com uma incapacidade (quase invisível) de 74%, declarada por atestado médico de incapacidade multiusos, o projeto pretende destacar a importância crucial de sensibilizar para a questão e assim promover uma verdadeira cultura de inclusão, que reconheça e respeite as necessidades dos portadores de incapacidades invisíveis, contribuindo para um ambiente mais empático e acessível.

O Projeto apoia-se na comunicação visual, em estratégias educativas e investigação, de forma a comunicar, a aumentar a consciência e sensibilizar sobre o que são incapacidades invisíveis, com o intuito de estimular mudanças importantes no modo como são compreendidas e abordadas pela sociedade em geral.

Mais informações em https://www.instagram.com/incapacidade_invisivel/