A artrite reumatoide é uma das doenças reumáticas mais imprevisíveis. A sua duração, agressividade e intensidade são difíceis de prever e a sua evolução é, por vezes, uma autêntica incógnita.

O especialista apenas pode tentar intervir na sua progressão, melhorando a qualidade de vida do doente, mas não é capaz de parar a evolução da patologia, que se manifesta por surtos, por vezes, muito agressivos. De qualquer modo, com um diagnóstico precoce e um tratamento adequado, o doente artrítico pode levar uma vida normal. Mas há que ter em conta que, em cerca de 10% dos afetados, embora possa controlar-se a dor, se a inflamação for severa e persistente, as articulações veem-se severamente afetadas, chegando a provocar uma grave invalidez.

Esta doença reumática é claramente feminina, porque afeta 3 a 4 mulheres por cada homem e, embora possa surgir em qualquer idade, o mais frequente é que apareça, pela primeira vez, entre os 30 e os 60 anos.

OPÇÕES TERAPÊUTICAS

As opções terapêuticas incluem os anti-inflamatórios não-esteroides, para aliviar a dor e a rigidez articulares. Os imunossupressores, por sua vez, podem ser usados para deter ou atrasar a progressão da doença.

A fisioterapia e a terapia ocupação também constituem medidas importantes. A primeira contribui para o alívio das dores e a redução das dificuldades de mobilização, ajudando os doentes a recuperarem o uso das articulações e músculos atingidos. A terapia ocupacional elucida os doentes sobre a melhor forma de desempenharem as suas tarefas quotidianas.

Muitos doentes têm de tomar medicamentos para o resto da vida, mas o controlo efetivo dos sintomas permite, geralmente, um nível de atividade quase normal. Os métodos modernos de tratamento têm reduzido a frequência e a gravidade tanto das deformações como da incapacidade.

Leia o artigo completo na edição de abril 2022 (nº 326)